Mostrando postagens com marcador pós parto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pós parto. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Nitrato de Prata... A gotinha!

Ando meio sumida... mas estou tão cheia de trabalho, que está faltando tempo! Só que hoje, resolvi postar... Uma amiga acabou de ser mamãe (Parabéns Mi), o Gui nasceu de um parto cesáreo, lindo e forte. Mas o que isso tem a ver com postar hoje?? É que assim que o Gui nasceu, recebi pelo whatsapp algumas fotos dele, enviadas pelo papai babão, e em uma delas, a médica estava pingando o colírio (nitrato de prata) em seu olhinho!! Resolvi então falar um pouco sobre isso!!


O colírio de nitrato de prata é pingado nos olhos dos recém-nascidos, assim que nascem, para evitar dois tipos graves de conjuntivite: a conjuntivite causada pela bactéria Neisseria Gonorrheae e a conjuntivite causada pela bactéria Chlamydia Trachomatis. Tais bactérias podem infectar um bebê que tenha nascido de parto normal se a mãe tiver gonorreia ou clamídia. Se a mãe não for portadora das bactérias mencionadas ou se a criança nascer de cesariana, logicamente não se põe o tal colírio nos olhinhos dos bebês, certo? ERRADO! Por incrível que pareça a administração do nitrato de prata em recém-nascidos faz parte do rol de procedimentos chamados “de rotina” na maioria dos hospitais brasileiros. Ou seja: nasceu, pingou! 


Para saber se você é portadoras dessas bactérias é muito simples, basta solicitar ao seu Ginecologista que lhe faça um exame chamado SWAB. Nesse exame o médico coleta material da vagina e ânus da mulher com um cotonete e manda para o laboratório. Se der positivo e se você tiver um parto normal, o seu bebê terá que receber as gotinhas. Se der negativo, ou se você for submetida a uma cesariana, você pode solicitar que o colírio não seja aplicado (em algumas maternidades, não são todas em que essa opção existe).

O colírio é um procedimento de praxe nas maternidades de todo o país, mas é bom você saber então que o nitrato de prata pode causar conjuntivite química (em aproximadamente 20% dos casos). Além disso, em concentrações maiores, costuma ser usado para queimar verrugas (isso fica registrado, a critério de informação, já que o colírio usado é sempre o Nitrato de Prata 1%)

Agora que você já sabe para que serve o colírio de nitrato de prata, peça a seu Ginecologista que lhe faça um SWAB e se der negativo procure se informar imediatamente sobre como você pode impedir que esse procedimento seja realizado. A escolha de um bom pediatra para lhe acompanhar na sala de parto pode resolver a questão.

Dicas:
– Um acompanhante bem informado é muito útil, recém-parida a mulher não está em condições de lutar por seus ideais, principalmente se tiver acabado de sair de uma cesariana.
– Se você vai parir num hospital público ou se a maternidade não permite a escolha de um pediatra para o momento do parto, o pai pode escrever um termo de responsabilidade para que não pinguem o colírio, se for o caso.
– Procure informação, antes do parto, sobre quais os procedimentos o hospital escolhido adota e compare com outros.

O colírio de nitrato de prata deve ser administrado em partos normais se a mãe tiver gonorreia ou clamídia. Faça um exame e escolha o que achar melhor para o seu filho!


Beijos, Mariana

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Doula... Não deixe de ter uma!


                                 (Fonte: Google Imagens)

O que significa "Doula"?

A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve", sendo hoje utilizada para referir-se à mulher sem experiência técnica na área da saúde, que orienta e assiste a nova mãe no parto e nos cuidados com bebê. Seu papel é oferecer conforto, encorajamento, tranqüilidade, suporte emocional, físico e informativo durante o período de intensas transformações que está vivenciando.

Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquela experiência.

Hoje os partos são feitos em hospitais com uma equipe especializada. O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? A doula veio justamente para preencher esta lacuna, suprindo a demanda de emoção e afeto neste momento de intensa importância e vulnerabilidade. É o resgate de uma prática existente antes da institucionalização e medicalização da assistência ao parto, e que passa a ser incentivada agora com respaldo científico. Os resultados deste apoio vêm trazendo revelações surpreendentes na redução das intervenções e complicações obstétricas, bem como facilitando o vínculo entre mãe e bebê no pós-parto.

O que a doula faz?


Antes do parto: ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.

Durante o parto: ela serve como uma ponte entre os complicados termos médicos e a parturiente, oferece massagens, ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens e relaxamento. No parto cesáreo, a Doula também se faz importante, pois continua dando apoio, conforto e ajudando a mulher a relaxar durante a cirurgia.

Após o parto: ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.


A doula e o pai ou acompanhante:
A Doula não substitui o acompanhante. Ela também dá suporte e orienta o acompanhante a oferecer apoio e conforto à mulher, mostrando como ser útil e não ficar perdido na assistência a mulher, o que normalmente ocorre. Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.


O que a doula não faz?

A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.

Vantagens:
As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
  • diminuir em 50% as taxas de cesárea
  • diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
  • diminuir em 60% os pedidos de anestesia
  • diminuir em 40% o uso da ocitocina
  • diminuir em 40% o uso de fórceps.
Outros estudos também mostram claramente que a presença da doula no pré-parto e parto trazem benefícios de ordem emocional e psicológica para mãe e bebê, incluindo resultados positivos nas 4ª a 8ª semanas após o parto:
  • Aumento no sucesso da amamentação
  • Interação satisfatória entre mãe e bebê
  • Satisfação com a experiência do parto
  • Redução da incidência de depressão pós-parto
  • Diminuição nos estados de ansiedade e baixa auto-estima

Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui no Brasil sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.



Comecei a conhecer o trabalho da doula quando uma amiga, apaixonada pelos assuntos relacionados a maternidade, resolveu fazer o curso e se tornar doula. Desde então, já conversamos muito sobre esse tema e a importância deste apoio para a mulher durante todos os momentos da gestação, parto e pós parto. Desde então decidi que ela passaria a ser minha doula. Ainda nem engravidei, mas minha doula eu já tenho!! 

E vocês, contaram com o apoio de uma Doula??


Beijos, Mariana