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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Conselho Federal de Medicina define critérios para realização de cesáreas

Entrou em vigor na ultima quarta feira (22) a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a realização de cesáreas.
A resolução determina que a mulher tem direito de optar pela cesariana desde que assine um termo de consentimento livre e esclarecido, que comprove que ela sabe dos riscos e benefícios do procedimento. Além disso, determina que a cesariana a pedido da gestante só possa ser feita a partir da 39ª semana de gestação (antes isso poderia acontecer a partir da 37ª semana). 
O CFM adotou o marco de 39 semanas por ser o período em que se inicia a gestação a termo. Redefinida em 2013 a partir de estudos analisados pelo Defining "Term" Pregnancy Workgroup, organizado pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), este é o período que vai de 39 semanas a 40 semanas e 6 dias. Antes dessa recomendação, bebês que nasciam entre a 37ª e a 42ª semana eram considerados maduros. No entanto, pesquisas apontaram a incidência recorrente de problemas específicos em grupos de neonatos com idade gestacional inferior a 39 semanas.
De acordo com a ACOG, bebês que nascem antes do tempo têm maior possibilidade de apresentar problemas respiratórios, como a síndrome do desconforto respiratório; dificuldades para manter a temperatura corporal e para se alimentar. Além disso, têm tendência a registrar altos níveis de bilirrubina, o que pode causar icterícia e, em casos severos, gerar danos cerebrais; assim como problemas de visão e audição.
Mas existem exceções, como em caso de intercorrências médicas que determinem a necessidade de adiantamento do parto para preservar a saúde da gravida ou do bebê (como a pré-eclâmpsia, por exemplo, que provoca o aumento perigoso da pressão arterial da mulher) ou também quando a mulher entra em trabalho de parto antes da 39ª semana.
“Quando não há indicação médica que justifique a antecipação do parto, é primordial respeitar o prazo de 39 semanas para realização de cesariana a pedido da gestante. Um dos reflexos dessa norma será a redução de casos de recém-nascidos com dificuldades de adaptação à vida extrauterina e, consequentemente, a redução das taxas de internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal”, aponta o pediatra e corregedor do CFM, José Fernando Maia Vinagre.
A resolução do CFM já entrou em vigor nesta quarta-feira, portanto mulheres que já tenham agendado seu parto para um período anterior às 39 semanas de gestação, deverão remarcá-lo para atender à nova exigência.

Clique aqui para visualizar na integra a publicação do DOU

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Ácido fólico... A prevenção é sempre o melhor caminho!!


Toda mulher que deseja ter um filho precisa redobrar a atenção para a sua alimentação e hábitos. Os cuidados com a gravidez devem ser tomados antes mesmo da mamãe estar grávida. Portanto, saber o que comer neste período é fundamental. Digo isso porque toda futura mamãe precisa guardar esse nome na agenda: Ácido Fólico, que é uma vitamina do complexo B presente no espinafre, aspargo, brócolis, vegetais de folhas verde-escuras, fígado, frutas cítricas e gema de ovo.

A deficiência de ácido fólico na alimentação da mamãe pode causar uma malformação do tubo neural do bebê que está começando o seu crescimento e desenvolvimento dentro da barriga. O tubo neural é formado logo no primeiro mês da gestação e é o sistema nervoso primitivo do feto. Ele se desenvolverá para a formação do cérebro e da medula espinhal do bebê. Devido a carência de ácido fólico, o tubo neural pode não se fechar completamente, causando alterações como anencefalia (quando o bebê nasce com uma pequena parte ou mesmo com ausência de cérebro levando a morte poucos dias depois do nascimento), ou espinha bífida (que é a exposição da medula espinhal e que deixa sequelas de graus variados).

Estudos mostram que a ingestão de ácido fólico três meses antes de a mulher engravidar e três meses depois da fecundação previne em mais da metade as chances do bebê vir a apresentar alterações do tubo neural.
Essa deficiência é um dos problemas que podem ser evitados antes mesmo do início da gravidez. Se a intenção é evitar problemas em relação ao fechamento do tubo neural, não adianta ingerir a vitamina depois de algumas semanas de gestação. Como o fechamento se dá nas 4 primeiras semanas, depois desse tempo o tubo neural já se formou e não há mais tempo do ácido fólico agir. Porém a ingestão de ácido fólico deve ser mantida de acordo com as recomendações médicas.

Reforço de ácido fólico - Por vezes, só a alimentação não oferece a quantidade suficiente de ácido fólico que a mulher precisa ingerir diariamente, pois o cozimento dos alimentos diminui a ação da vitamina. Os médicos recomendam uma suplementação para que a dose recomendada de ácido fólico seja ingerida pela futura mamãe. A quantidade indicada pela Organização Mundial da Saúde e defendida pelos médicos é de 0,4 miligrama por dia de ácido fólico para a prevenção de ocorrência dos defeitos do tubo neural. As mamães que já tiveram um filho com algum tipo de alteração do tubo neural merecem dose extra de ingestão dessa vitamina.

O ácido fólico previne outras alterações também como doenças do coração, do trato urinário e fissura lábio-palatina. Para a mamãe, a vitamina traz benefícios como prevenir doenças cardíacas, certos tipos de câncer e anemia.


Riscos do consumo em excesso de ácido fólico:
O Folato (ácido fólico) é uma vitamina solúvel em água e isso facilita a sua regulação pelo corpo: qualquer excesso será eliminado naturalmente através da urina. Assim a overdose não ocorre com a alimentação, mas pode ocorrer a partir de suplementos - ingerir uma dose excessiva de ácido fólico pode resultar em problemas digestivos, dor de estômago, náusea e reações cutâneas tipo urticária. Também pode ocorrer a deficiência de vitamina B12 e consequentemente uma anemia. A quantidade acima de 5000 microgramas de ácido fólico por dia é considerada perigosa.


A prevenção é o melhor caminho, então, previna-se!!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Uso de chupeta e sucção digital... Quais os riscos destes hábitos???

Desde a vida uterina o ser humano suga instintivamente, a língua, os lábios e os dedos, de tal forma que, ao nascimento, a função de sucção já está bastante desenvolvida.
A boca e a sucção são extremamente importantes para o recém-nascido, pois é por meio delas que ele se alimenta, sente prazer e se sente seguro.
O impulso neural da sucção é normal na criança e garante a sua sobrevivência. A par disso, a sucção é considerada a primeira fase da mastigação. Um intenso trabalho muscular é necessário para os movimentos de ordenha do peito, que são abaixar, protruir (levar para frente), levantar e abaixar a mandíbula. Essa movimentação coloca em ação diferentes músculos e inervações da face.
A sucção não nutritiva é o ato de sugar um objeto, em geral a chupeta ou o dedo, não relacionado à alimentação. Segundo alguns autores, esse hábito é decorrente da sucção insuficiente do seio materno ou da mamadeira, o que faz com que a criança procure substitutos para satisfazer às suas necessidades emocionais.
A sucção dos dedos tende a se manifestar no primeiro ano de vida, mas pode ocorrer até que a criança tenha oito anos de vida.

        (Fonte: Google Imagens)

A prevalência de sucção não nutritiva é alta, mas tende a diminuir com o aumento da idade. Ainda assim, a literatura registra que o uso da chupeta é mais facilmente abandonado pelas crianças do que a sucção de dedos.
Para determinar se um hábito é deletério ou não é necessário que se avaliem a freqüência, duração e intensidade desse hábito, bem como o padrão de crescimento do paciente. Os maus hábitos mantidos depois dos três anos de idade ou que apresentarem alta freqüência durante o dia e a noite são considerados mais deletérios e capazes de provocar maloclusões mais severas.
Assim sendo, quanto mais precocemente a criança abandonar o hábito, maior será a probabilidade de reverter naturalmente o quadro. No entanto, vale ressaltar que a autocorreção pode ser comprometida pela presença de distúrbios funcionais, como projeção da língua, interposição do lábio, respiração bucal e mastigação unilateral viciosa, originados dessa sucção.
O primeiro momento para a remoção do hábito de sucção seria a etapa de início do desenvolvimento funcional, na qual a maturação das funções do sistema muscoloesquelético e o surgimento dos primeiros dentes indicam a necessidade de introduzir uma alimentação que privilegie a função mastigatória, e não a de sucção. Sendo assim, a função de sucção deve ser gradativamente substituída pela mastigação, levando a um estímulo mais correto da estruturas bucofaciais.


  (Fonte: Google Imagens)


O ideal seria que a remoção do hábito de sugar ocorresse entre um ano e meio e dois anos de idade. Para remover o hábito de sucção não nutritiva, pais e profissionais devem aconselhar e motivar as crianças de maneira construtiva, por meio de diálogos, sempre reforçando o lado positivo. A criança deve entender que está crescendo, que já não é mais um bebê, e que deve cuidar para que sua boca não se deforme e que seu sorriso seja bonito.
No caso de crianças pequenas, que têm o hábito de sucção digital, deve-se orientar os pais que ofereçam às crianças atividades lúdicas e que estimulem o uso das mãos, de modo que, distraindo-se com outras atividades, a remoção do hábito seja suave.
Quando o bebê mantém o hábito de sugar a chupeta, devem ser indicadas aquelas que têm bicos com formatos anatômicos, para que o palato e a língua distribuam melhor as forças durante o movimento de sucção, discos de plástico com formato côncavo e perfurados, que dão suporte à musculatura peribucal e evitam o acúmulo de saliva e a conseqüente irritação da pele e que não tenha argolas, para que esta não seja presa a cordões, fraldas ou correntes.

                                                            (Fonte: Google Imagens)



Em casos dessa natureza, também se pode lançar mão do uso de mordedores que, além de auxiliarem a erupção dos dentes, estimulam a curiosidades e minimizam a dependência da sucção.
Deve-se destacar que, em qualquer dos quadros de sucção não nutritiva apresentados, o uso de aparelhos ortodônticos,ortopédicos devem ser tidos como último recurso.
Além disso, a avaliação do psicólogo nas situações de prolongamento deste hábito é fundamental para a identificação de algum fator emocional envolvido e que esteja influenciando na permanência do hábito de sucção.
Se perceber que seu filho desenvolveu, ou está desenvolvendo alguma alteração facial devido ao uso das chupetas ou sucção digital, procure um Ortodontista, ele irá realizar os encaminhamento necessários. A terapia fonoaudiológica também auxilia na mudança de hábitos (como a respiração oral ou a interposição de língua) e no posicionamento correto das estruturas faciais.





As informações e sugestões contidas neste blog têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de Odontopediatria, Ortodontia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Pediatria e outros especialistas. Procure um especialista sempre que necessário!!


Beijos, Mariana

terça-feira, 12 de maio de 2015

Aleitamento Materno... Um carinho essencial para o bebê!


A mulher se prepara para a amamentar ao mesmo tempo em que ela se prepara para a maternidade. A amamentação é um dos cuidados importantes para a mulher-mãe e seu bebê.
É muito importante que a mulher busque informações e também converse sobre amamentação com outras mulheres, com profissionais especializados em aleitamento materno e outras pessoas. Ela deve ficar atenta porque a experiência com a amamentação costuma ser diferente entre as mulheres, algumas passam por dificuldades iniciais, enquanto outras não encontram problemas.
A amamentação é muito influenciada pela condição emocional da mulher e pela sociedade em que ela vive. Por isso, o apoio do companheiro, da família, dos profissionais de saúde, enfim, de toda a sociedade é fundamental para que a amamentação ocorra sem complicações.
Todos devem se informar e tirar as dúvidas antes e durante a amamentação.

Durante a gestação a natureza prepara o seio para a amamentação. Ocorrem modificações naturais (fisiológicas) no organismo da mulher desde a gestação, preparando para a fase da amamentação: as mamas ficam maiores, as aréolas (parte escura da mama) tornam-se mais escuras e resistentes pela ação dos hormônios. Se for possível exponha o seio ao sol da manhã (até 10 h) por 15 minutos e use sutiã confortável, preferindo o de algodão. Não faça pressão sobre a mama para verificar se está saindo leite. Não utilize cremes e pomadas na parte escura da mama (aréola e mamilo).

O Leite Humano é a alimentação ideal para todas as crianças. Por sua composição de nutrientes é considerado um alimento completo e suficiente para garantir o crescimento e desenvolvimento saudável do bebê durante os primeiros 2 anos de vida. É um alimento de fácil e rápida digestão, completamente assimilado pelo organismo infantil. Mas é muito mais do que isso... Ele possui componentes e mecanismos capazes de proteger a criança de várias doenças. É um simbiótico: uma fonte natural de lactobacilos, bífidobactérias e oligossacarídios. Nenhum outro alimento oferece as características imunológicas do leite humano. A mãe fornece ao filho componentes protetores, através da placenta e do seu leite, enquanto o sistema de defesa do bebê amadurece.
Além disso, A amamentação favorece o vínculo mãe-filho e facilita o desenvolvimento emocional, cognitivo e do sistema nervoso. O leite humano é um alimento inimitável devido a sua complexa composição e o único que pode ser oferecido direto de mãe para filho.
Por todos estes motivos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as crianças sejam alimentadas exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida e que, a partir de então, a amamentação seja mantida por dois anos ou mais, juntamente com o uso de alimentos complementares adequados.

É indicado que ainda na sala de parto, nos primeiros minutos, das primeiras horas de vida, aconteça a primeira ida ao seio materno. É nesse momento com o contato pele a pele, o toque suave do corpo do bebê sobre o da mãe e em especial sobre o peito, estimulam na mulher a liberação de um hormônio (ocitocina) começando assim a descida do leite e também a contração uterina.
O leite nos primeiros dias pós-parto é chamado de colostro. Nele os fatores que protegem contra doenças estão em grande quantidade, funcionando como a primeira vacina para o bebê.

Nos primeiros dias o bebê mama freqüentemente. O intervalo entre as mamadas costuma ser curto e irregular, porque o bebê está se adaptando e ainda suga lentamente. Com a continuação da amamentação, o bebê começa a sugar com maior eficiência, retirando maior volume de leite. Isso fará com que o bebê fique satisfeito por mais tempo e, conseqüentemente, o intervalo entre mamadas será maior, seguindo o ritmo de cada criança. Porque cada uma tem o seu próprio ritmo e por isso não devemos marcar o tempo de duração da mamada. Aos poucos a mulher vai conhecendo o seu bebê e percebendo o seu ritmo. Algumas crianças mamam das duas mamas a cada refeição, outras ficam satisfeitas mamando somente de uma.
O bebê é quem marca o tempo da mamada. Então, cada mamada termina quando o bebê para espontaneamente de mamar e solta o seio materno. 

Quando a mamada começa, o leite é rico em proteína, lactose, vitamina, minerais, água e muitos fatores de proteção. No final da mamada o leite contém mais gordura e por isso fornece mais energia e permite que o bebê fique satisfeito É muito importante que o bebê esvazie uma das mamas, o que auxilia o bebê a ganhar peso e ficar satisfeito. Assim, em cada mamada o bebê pode sugar somente um dos seios e ficar satisfeito ou pode precisar sugar o outro seio também.

Quando a mulher produz muito leite, pode acontecer de o bebê não conseguir mamar o leite com mais gordura e isso influencia no seu ganho de peso. Neste caso a mulher deve retirar um pouco do leite antes da mamada, possibilitando que seu bebê receba também o leite mais gordo, com mais energia e se desenvolva satisfatoriamente. A mulher não deve deixar a mama muito cheia de leite (ingurgitadas) porque o leite parado dentro da mama pode “empedrar”. Sempre que a mulher perceber os seios pesados, doloridos ou com nódulos endurecidos, é necessário fazer massagem e retirar o leite, evitando a dor e o desconforto que o ingurgitamento costuma provocar. 

As mamas podem ficar endurecidas em torno do quarto dia pós-parto. É quando o leite desce em volume maior e o bebê não dá conta de mamar todo o leite produzido. É uma situação que perdura alguns dias onde a oferta (produção de leite) é maior do que a procura (necessidade do bebê) até que seja regularizada.
Nesse momento a mulher deve fazer massagem e retirar o excesso de leite, podendo doar o leite para o Banco de Leite Humano mais próximo de sua residência.


O posicionamento adequado do bebê durante a amamentação é muito importante para que haja uma pega correta e não machuque os mamilos. A mãe deve sentar de forma confortável em um ambiente mais tranqüilo quando possível, apoiar o braço que vai segurar a cabeça do bebê em um ângulo de 90 graus e levar o seu filho até a mama, nunca a mama até ele. Não segurar a mama com os dedos em formato de tesoura. O bebê deve ficar um pouco inclinado, com sua cabeça mais alta que o corpo, sua barriga bem virada e próxima a barriga da mãe e a boca deve estar bem aberta para abocanhar todo o mamilo e parte da aréola.




(Fonte: Google imagens)
 

DICA: Hidratar seu mamilo é importante para que não haja fissuras, por isso, extraia algumas gotas do seu próprio leite, passe sobre eles e deixe-os secar, repita esse procedimento após o banho e antes e depois de cada mamada.



A amamentação é importantíssima para todo o desenvolvimento da criança, seja ele emocional, físico ou cognitivo. Amamentar é um ato de amor, mas vai muito além disso... É cuidado, prevenção de doenças, aumento da imunidade.

Para nós fonoaudiólogos, amamentar o bebê significa também prepará-lo para falar e mastigar, já que a sucção promove o crescimento osteomuscular harmonioso, equilíbrio da musculatura oral, arcadas dentárias, língua e estimula a respiração nasal. Pode-se dizer que aleitamento materno é a academia do bebê. Para que haja um bom padrão articulatório, é necessária uma estimulação desde o nascimento. As estruturas envolvidas no ato de sugar serão as mesmas estruturas utilizadas mais tarde para mastigar e falar.


Depois de saber de todos esses benefícios que a amamentação proporciona para mãe e filho, amamente seu bebê exclusivamente no peito pelo menos até os seis meses de vida.



Beijos, Mariana