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terça-feira, 12 de maio de 2015

Aleitamento Materno... Um carinho essencial para o bebê!


A mulher se prepara para a amamentar ao mesmo tempo em que ela se prepara para a maternidade. A amamentação é um dos cuidados importantes para a mulher-mãe e seu bebê.
É muito importante que a mulher busque informações e também converse sobre amamentação com outras mulheres, com profissionais especializados em aleitamento materno e outras pessoas. Ela deve ficar atenta porque a experiência com a amamentação costuma ser diferente entre as mulheres, algumas passam por dificuldades iniciais, enquanto outras não encontram problemas.
A amamentação é muito influenciada pela condição emocional da mulher e pela sociedade em que ela vive. Por isso, o apoio do companheiro, da família, dos profissionais de saúde, enfim, de toda a sociedade é fundamental para que a amamentação ocorra sem complicações.
Todos devem se informar e tirar as dúvidas antes e durante a amamentação.

Durante a gestação a natureza prepara o seio para a amamentação. Ocorrem modificações naturais (fisiológicas) no organismo da mulher desde a gestação, preparando para a fase da amamentação: as mamas ficam maiores, as aréolas (parte escura da mama) tornam-se mais escuras e resistentes pela ação dos hormônios. Se for possível exponha o seio ao sol da manhã (até 10 h) por 15 minutos e use sutiã confortável, preferindo o de algodão. Não faça pressão sobre a mama para verificar se está saindo leite. Não utilize cremes e pomadas na parte escura da mama (aréola e mamilo).

O Leite Humano é a alimentação ideal para todas as crianças. Por sua composição de nutrientes é considerado um alimento completo e suficiente para garantir o crescimento e desenvolvimento saudável do bebê durante os primeiros 2 anos de vida. É um alimento de fácil e rápida digestão, completamente assimilado pelo organismo infantil. Mas é muito mais do que isso... Ele possui componentes e mecanismos capazes de proteger a criança de várias doenças. É um simbiótico: uma fonte natural de lactobacilos, bífidobactérias e oligossacarídios. Nenhum outro alimento oferece as características imunológicas do leite humano. A mãe fornece ao filho componentes protetores, através da placenta e do seu leite, enquanto o sistema de defesa do bebê amadurece.
Além disso, A amamentação favorece o vínculo mãe-filho e facilita o desenvolvimento emocional, cognitivo e do sistema nervoso. O leite humano é um alimento inimitável devido a sua complexa composição e o único que pode ser oferecido direto de mãe para filho.
Por todos estes motivos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as crianças sejam alimentadas exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida e que, a partir de então, a amamentação seja mantida por dois anos ou mais, juntamente com o uso de alimentos complementares adequados.

É indicado que ainda na sala de parto, nos primeiros minutos, das primeiras horas de vida, aconteça a primeira ida ao seio materno. É nesse momento com o contato pele a pele, o toque suave do corpo do bebê sobre o da mãe e em especial sobre o peito, estimulam na mulher a liberação de um hormônio (ocitocina) começando assim a descida do leite e também a contração uterina.
O leite nos primeiros dias pós-parto é chamado de colostro. Nele os fatores que protegem contra doenças estão em grande quantidade, funcionando como a primeira vacina para o bebê.

Nos primeiros dias o bebê mama freqüentemente. O intervalo entre as mamadas costuma ser curto e irregular, porque o bebê está se adaptando e ainda suga lentamente. Com a continuação da amamentação, o bebê começa a sugar com maior eficiência, retirando maior volume de leite. Isso fará com que o bebê fique satisfeito por mais tempo e, conseqüentemente, o intervalo entre mamadas será maior, seguindo o ritmo de cada criança. Porque cada uma tem o seu próprio ritmo e por isso não devemos marcar o tempo de duração da mamada. Aos poucos a mulher vai conhecendo o seu bebê e percebendo o seu ritmo. Algumas crianças mamam das duas mamas a cada refeição, outras ficam satisfeitas mamando somente de uma.
O bebê é quem marca o tempo da mamada. Então, cada mamada termina quando o bebê para espontaneamente de mamar e solta o seio materno. 

Quando a mamada começa, o leite é rico em proteína, lactose, vitamina, minerais, água e muitos fatores de proteção. No final da mamada o leite contém mais gordura e por isso fornece mais energia e permite que o bebê fique satisfeito É muito importante que o bebê esvazie uma das mamas, o que auxilia o bebê a ganhar peso e ficar satisfeito. Assim, em cada mamada o bebê pode sugar somente um dos seios e ficar satisfeito ou pode precisar sugar o outro seio também.

Quando a mulher produz muito leite, pode acontecer de o bebê não conseguir mamar o leite com mais gordura e isso influencia no seu ganho de peso. Neste caso a mulher deve retirar um pouco do leite antes da mamada, possibilitando que seu bebê receba também o leite mais gordo, com mais energia e se desenvolva satisfatoriamente. A mulher não deve deixar a mama muito cheia de leite (ingurgitadas) porque o leite parado dentro da mama pode “empedrar”. Sempre que a mulher perceber os seios pesados, doloridos ou com nódulos endurecidos, é necessário fazer massagem e retirar o leite, evitando a dor e o desconforto que o ingurgitamento costuma provocar. 

As mamas podem ficar endurecidas em torno do quarto dia pós-parto. É quando o leite desce em volume maior e o bebê não dá conta de mamar todo o leite produzido. É uma situação que perdura alguns dias onde a oferta (produção de leite) é maior do que a procura (necessidade do bebê) até que seja regularizada.
Nesse momento a mulher deve fazer massagem e retirar o excesso de leite, podendo doar o leite para o Banco de Leite Humano mais próximo de sua residência.


O posicionamento adequado do bebê durante a amamentação é muito importante para que haja uma pega correta e não machuque os mamilos. A mãe deve sentar de forma confortável em um ambiente mais tranqüilo quando possível, apoiar o braço que vai segurar a cabeça do bebê em um ângulo de 90 graus e levar o seu filho até a mama, nunca a mama até ele. Não segurar a mama com os dedos em formato de tesoura. O bebê deve ficar um pouco inclinado, com sua cabeça mais alta que o corpo, sua barriga bem virada e próxima a barriga da mãe e a boca deve estar bem aberta para abocanhar todo o mamilo e parte da aréola.




(Fonte: Google imagens)
 

DICA: Hidratar seu mamilo é importante para que não haja fissuras, por isso, extraia algumas gotas do seu próprio leite, passe sobre eles e deixe-os secar, repita esse procedimento após o banho e antes e depois de cada mamada.



A amamentação é importantíssima para todo o desenvolvimento da criança, seja ele emocional, físico ou cognitivo. Amamentar é um ato de amor, mas vai muito além disso... É cuidado, prevenção de doenças, aumento da imunidade.

Para nós fonoaudiólogos, amamentar o bebê significa também prepará-lo para falar e mastigar, já que a sucção promove o crescimento osteomuscular harmonioso, equilíbrio da musculatura oral, arcadas dentárias, língua e estimula a respiração nasal. Pode-se dizer que aleitamento materno é a academia do bebê. Para que haja um bom padrão articulatório, é necessária uma estimulação desde o nascimento. As estruturas envolvidas no ato de sugar serão as mesmas estruturas utilizadas mais tarde para mastigar e falar.


Depois de saber de todos esses benefícios que a amamentação proporciona para mãe e filho, amamente seu bebê exclusivamente no peito pelo menos até os seis meses de vida.



Beijos, Mariana

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A importância da imunização na gravidez!!


A imunização contra determinadas doenças é muito importante em diversos períodos da vida, e durante a gravidez e pós parto isso não é muito diferente. Existem algumas vacinas de extrema importância, tanto para a saúde da mulher, quanto para a do filho. Por isso, saiba quais as vacinas você precisa tomar.
Os anticorpos, as células de defesa da mãe são transferidos ao feto durante a gestação e, após o nascimento, eles chegam ao bebê por meio da amamentação. Assim, mesmo sem ter tomado injeções, seu filho estará protegido contra algumas doenças nos primeiros meses de vida. Apesar de o ideal ser se vacinar antes de engravidar, algumas imunizações também podem acontecer durante a gestação e no período imediatamente posterior ao parto.
Então, encontre a sua caderneta de vacinação e veja quais são os imunizantes que podem e devem ser tomados. Lembrando que estas vacinas devem ser tomadas apenas se a mulher não foi imunizada previamente, não sabe se já foi vacinada, ou caso seja necessária uma dose de reforço.

Vacinas recomendadas para grávidas
Tratam-se de compostos inativados, nos quais os micro-organismos estão mortos. Neste caso, o risco para a gestante e para o bebê é zero. Tomar as três vacinas desta lista é necessário para evitar problemas de saúde na gestante, no feto e também no recém-nascido.


Influenza
Por que é importante: esta vacina é essencial, pois tanto a gripe comum como a gripe A são mais graves durante a gestação. Em 2010, quando as gestantes ainda não estavam incluídas na campanha de vacinação contra a gripe, as grávidas representaram 24% das mortes devido ao H1N1. Já em 2011, ano em que passaram a participar da campanha, o número de óbitos de gestantes caiu para 7% do total, de acordo com o Ministério da Saúde. Além disso, ao herdar os anticorpos da mãe na gestação, o bebê já nasce mais protegido. Com a vacinação da grávida, o bebê, que só pode tomar a vacina da influenza a partir dos seis meses de vida, têm suas defesas fortalecidas para enfrentar a gripe.
Quando tomar: a Influenza pode ser tomada em qualquer fase da gestação. Consiste em uma dose única e está disponível gratuitamente para as grávidas em postos públicos de vacinação. Ela é contraindicada para pessoas com histórico de reação alérgica a ovo.

Hepatite B
Por que é importante: a hepatite B costuma não apresentar sintomas, mas as manifestações mais comuns são vômitos, dores musculares, náuseas e mal-estar, entre outros. A doença gera a inflamação do fígado e a maioria das pessoas se cura depois de duas semanas. Porém, entre 5% e 10% dos adultos ela se torna crônica e pode evoluir para cirrose ou câncer no fígado. Estima-se que 350 milhões de pessoas no mundo tem a hepatite B crônica e não sabem. Caso a mulher contraia o vírus durante a gravidez, a situação se complica, pois a transmissão para o bebê pode ocorrer durante a gestação ou, principalmente, no momento do parto. Em recém-nascidos, as chances de a hepatite B evoluir para uma hepatite crônica é de 90%, de acordo com o Ministério da Saúde, por isso os bebês recebem a primeira dose contra hepatite B logo após nascerem.
Quando tomar: a mulher pode receber esta vacina a partir do segundo trimestre de gravidez e são três doses. Esta vacina está disponível em postos públicos de vacinação para as gestantes e não é preciso reforço.



Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) ou dupla do tipo adulto (dT)
Por que é importante: a vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) proporciona imunidade contra difteria, tétano e coqueluche — enquanto a dupla tipo adulto (dT) protege apenas contra as duas primeiras doenças — e, desde novembro de 2014, ela está disponível no Sistema Único de Saúde - SUS. A incorporação da vacina dTpa ao calendário nacional da rede pública tem o objetivo de proteger os recém-nascidos contra a coqueluche, que é uma doença muito grave em bebês, em especial naqueles com até 3 meses de vida. Ela é causada pela bactéria Bordetella pertussis, que causa um quadro inflamatório nas vias respiratórias e, em situações extremas, pode ocasionar a morte por insuficiência respiratória.
A coqueluche era uma doença que vinha sendo reduzida a cada década, mas voltou a aparecer nos últimos anos. Para se ter uma ideia, entre 2011 e 2013, o Ministério da Saúde registrou 4.921 casos em bebês menores de três meses, ou seja, 35% de todos os casos do país neste período, que foram 14.128. Essa faixa etária é ainda mais afetada em relação aos óbitos. No período, foram 204 óbitos — o que representa 81% do total nacional, que foi de 252 mortes. Por isso é importante que a gestante seja imunizada, para que possa transmitir suas células de defesa para o filho por meio da placenta e, após o parto, pela amamentação, para que o bebê fique protegido até que ele receba sua própria imunização — nas crianças, ela é feita com três doses da vacina Pentavalente (DTP, hepatite B e HiB), aplicada aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida. Aos 15 meses e aos quatro anos de idade, o pequeno recebe o reforço com a vacina DTP.
Já o tétano também pode ser muito grave tanto nas mães quanto nos bebês que acabaram de nascer, configurando um quadro de tétano neonatal. A bactéria por trás do problema produz uma toxina que paralisa os músculos, inclusive os da respiração, levando a uma parada respiratória e, consequentemente, à morte.
Finalmente, a difteria é uma doença bacteriana que, em casos extremos, pode provocar um edema importante no pescoço, levando à asfixia, o que é especialmente perigoso em recém-nascidos. Como o pequeno só poderá ser vacinado contra estas doenças aos 2 meses de vida, é importante que a mãe o proteja, ao se imunizar.
Quando tomar: se a mulher não tomou nenhuma dose dessa vacina antes de engravidar, é necessário tomar duas doses da dupla adulto (dT), com intervalo de no mínimo 30 dias e complementar com a dTpa. Caso a mulher tenha tomado uma dose da dT antes da gestação, ela deverá reforçar o esquema com mais uma dose da dT e outra da dTpa. Já para as mulheres que se preveniram com duas ou mais doses da dT, a dTpa pode ser administrada com apenas uma dose. Mulheres grávidas devem tomar uma dose da dTpa em cada gestação, independente de terem tomado anteriormente. O Ministério da Saúde recomenda, ainda, que a aplicação da dose de dTpa ocorra entre as 27ª e a 36ª semanas de gestação — período que proporciona maior proteção para a criança, com efetividade estimada em 91%. Entretanto, a dose também pode ser administrada até, no máximo, 20 dias antes da data provável do parto.



Vacinas liberadas casos específicos
Os riscos de contrair algumas doenças não são tão altos para a maioria das gestantes, por isso elas não são indicadas a todas elas. Saiba se você precisa se imunizar!

Hepatite A
Por que é importante: esta vacina não é prioritária para a gestante, mas pode ser considerada em mulheres suscetíveis. Em adultos, a hepatite A gera uma inflamação no fígado e pode apresentar sintomas como dores musculares, náuseas, vômito, cansaço e mal-estar. Porém, em alguns casos, ela pode ficar mais grave. Recomendação: a vacina é indicada para grávidas em condições específicas. É o caso de uma mulher que vai viajar para um local em que a estrutura sanitária não é boa, por exemplo. Como a hepatite é transmitida por meio de alimentos ou água contaminados, a recomendação é que gestantes que trabalham em creches, na área do saneamento básico ou com alimentos, como cozinheiras ou nutricionistas, também se protejam.
Quando tomar: esta vacina é inativada e pode ser tomada a partir do segundo trimestre de gestação e é aplicada em duas doses. Não é preciso um reforço e a vacina não está disponível em postos públicos, somente em clínicas privadas de imunização.

Meningocócica conjugada
Por que é importante: a meningite pode ser causada por vírus ou bactéria, esta última é mais grave e se divide em pneumocócica e meningocócica. As vacinas contra a segunda são recomendadas para adultos saudáveis. Como a meningocócica se ramifica em A, B, C, W e Y existem dois tipos de vacinas, uma apenas para o C, que representa 80% dos casos de meningocócicas, e outra que abrange A, C, W e Y. Ainda não há imunização para o tipo B. A doença pode levar à paralisia, perda da visão, audição e funções cerebrais.
Recomendação: esta vacina é indicada para as gestantes somente em casos de surtos de meningite. A grávida que nunca tomou a vacina ou foi imunizada há mais de cinco anos deve receber a aplicação, que consiste em apenas uma dose e está disponível em clínicas privadas de imunização.
Quando tomar: durante a gestação, quando for detectado o surto do problema.




A imunização é de extrema importância tanto para a saúde da mãe, quanto para o bebê. Então, não deixe de verificar a sua caderneta de vacinação para colocar em dia as vacinas que estão faltando. 
Existem ainda algumas vacinas que devem ser tomadas no pós parto e outras que não devem ser tomadas por gestantes... mas sobre isso, falarei no próximo post ok?!?!


Beijos e Boa segunda feira , Mariana