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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Preparando o terreno... Cuidados que devemos ter antes de engravidar!!!



Cada vez mais estudos comprovam que preparar o corpo antes de tentar engravidar pode aumentar as chances da concepção e protege o bebê de uma série de doenças. Alguns cuidados com a saúde física e mental são de extrema importância para uma gestação tranquila e saudável.
É sempre a situação ideal estar com o corpo em perfeitas condições antes mesmo de engravidar. Se puder, pense em fazer esse planejamento com bastante antecedência, de um ano até, para que as mudanças na sua alimentação e no seu estilo de vida possam já ter tido efeito.


Alguns passos para uma gravidez tranquila:

1) Procure seu médico: Vá ao ginecologista fazer uma avaliação de rotina (preventivo, exame de mama, exame ginecológico e exames de imagem, se necessário). Ao avisar dos planos de gravidez, o médico vai pedir exames de sangue. É importante falar para ele se você tem diabetes, hipertensão, epilepsia, depressão ou outras doenças crônicas para que ele adapte as medicações usadas. Não esconda do médico as doenças, incluindo as sexualmente transmissíveis, que você e seu marido já tiveram. Certifique-se que suas vacinas estão em dia, e só recorra a vacinação com conselho médico. Uma investigação do histórico familiar, tanto materno como paterno, deve ser feita para que se avalie as condições médicas que podem interferir na gravidez ou no parto.

2) Tome ácido fólico: Inicie a suplementação de 2 a 3 meses antes de engravidar e durante a gestação tome a dose de ácido fólico recomendada pelo médico todos os dias. A vitamina irá diminuir em dois terços a chance de alterações do fechamento do tubo neural do bebê. O Ácido fólico não serve para ajudar a engravidar, e sim para evitar problemas no bebê.


3) Exames e aconselhamento genético: É pequeno o número de bebês que nasce com algum problema - fica entre 1 e 2 por cento. Mas você deve procurar aconselhamento genético se houver um histórico de doenças hereditárias na sua família ou na de seu parceiro.




4) Controle seu peso: o ideal é que a futura gestante tenha um peso adequado antes e durante a gravidez. As mulheres que estão acima do peso podem ter uma gravidez desconfortável, além de possíveis problemas médicos como pressão alta e diabetes, e as mulheres que estão abaixo do peso podem ter bebês com baixo peso ao nascer. Quanto mais em forma ela estiver, mais fácil a gravidez e o parto poderão ser, mas os exageros deverão ser evitados.


5) Não exagere no álcool: Bebidas alcoólicas em excesso podem levar a baixo peso do bebê ao nascer, e também causar defeitos cardíacos, alterações no crescimento fetal intraútero, interferir até no desenvolvimento cerebral e causar a síndrome do alcoolismo fetal (FAS), que leva a defeitos congênitos, incluindo muitos problemas mentais, crescimento lento, defeitos da face e uma cabeça muito pequena. Os médicos não sabem a quantidade de álcool que é preciso para causar FAS, por isso é importante evitar o álcool durante a gravidez.

6) Não use drogas: Drogas ilícitas são prejudiciais para a grávida e para o bebê. Eles podem nascer com síndrome de abstinência e ter uma maior dificuldade de relacionamento e de aprendizado. A maconha está ligada a baixo peso do bebê ao nascer. A mulher que quiser engravidar deve abandonar as drogas por completo, antes, durante e depois.

7) Evite a cafeína: Procure ingerir menos café diariamente. Um café expresso ou 3 xícaras de café comum ao dia não trazem problemas.

8) Pare de fumar: Fumar eleva o risco de bebês de baixo peso ao nascimento, parto prematuro, complicações na gravidez, e síndrome de morte súbita do bebê. Atenção porque até fumantes passivos correm riscos. Parar de fumar também pode facilitar a capacidade de engravidar. Existem evidências hoje de que o fumo diminui a fertilidade masculina, então se você é parceira de um fumante, peça para ele parar de fumar. Se for necessário, peça ajuda ao médico.

9) Entre em forma: Exercícios regulares ajudam a perder peso, melhoram o humor e reduzem o estresse. Trinta minutos 3 vezes por semana é o suficiente. Natação, ioga e caminhada são excelentes exercícios para depois que a mulher estiver grávida. Fazer exercícios nos três primeiros meses de gestação não traz problemas, mas é importante ter a orientação e acompanhamento do seu médico.

10) Tenha uma alimentação saudável: Alimente-se bem, dando preferência a frutas, vegetais, grãos, proteínas. Evite gordura, fritura e açúcar. Se tiver dúvidas, procure uma nutricionista para orientação, já que o excesso ou a falta de nutrientes pode prejudicar o bebê. Quem come salada na rua deve optar por bons restaurantes, que lavam os vegetais com critério e onde os empregados usam luvas e gorro. A história de que grávida não dever comer alimentos crus é verdade para carne crua ou mal passada, então, muito cuidado!!

11) Evite substâncias tóxicas: A pele, o aparelho digestivo e o respiratório podem absorver substâncias tóxicas do meio ambiente. Evite alimentos artificiais (batatas chips, conservantes etc.), cremes de pele (ácidos), tinturas de cabelo e medicamentos sem indicação médica. Não omita para o médico os produtos que você usa no dia a dia. Tirando os alimentos artificiais, não há nenhuma contraindicação de tipos de comida. Se estiver fazendo algum tratamento estético o médico tem que saber, para orientar qual deverá ser interrompido se a mulher engravidar.

12) Cuide dos seus dentes: Vá ao dentista para uma limpeza periodontal antes de engravidar. A doença periodontal pode levar ao aborto ou ao parto prematuro. Se o tratamento na gestação for necessário, é proibido usar raios-X. 

13) Tente cultivar o bem-estar emocional: Quem está tentando engravidar e não está conseguindo passar por um momento de grande estresse. Estas alterações não aumentam taxas de aborto nem dificultam a concepção, mas podem prejudicar a vida conjugal. Por isso, se você está bem orientada, tente administrar a frustração e ansiedade.



Eu já dei o primeiro passo... Procurei minha Ginecologista, uma Endocrinologista e uma Nutricionista!! Estou fazendo uma reeducação alimentar para perder um pouco de peso (tenho histórico de diabetes na família, e estou alguns Kg acima do meu peso desejado) e já estou tomando o ácido fólico!!
Minha médica me passou uma lista de exames de sangue, para saber como andam as coisas e se é preciso fazer alguma reposição de vitaminas!!
Cuide-se, isso é muito importante para sua saúde e para a saúde do seu bebê!!



Beijos, Mariana

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A importância da imunização na gravidez!!


A imunização contra determinadas doenças é muito importante em diversos períodos da vida, e durante a gravidez e pós parto isso não é muito diferente. Existem algumas vacinas de extrema importância, tanto para a saúde da mulher, quanto para a do filho. Por isso, saiba quais as vacinas você precisa tomar.
Os anticorpos, as células de defesa da mãe são transferidos ao feto durante a gestação e, após o nascimento, eles chegam ao bebê por meio da amamentação. Assim, mesmo sem ter tomado injeções, seu filho estará protegido contra algumas doenças nos primeiros meses de vida. Apesar de o ideal ser se vacinar antes de engravidar, algumas imunizações também podem acontecer durante a gestação e no período imediatamente posterior ao parto.
Então, encontre a sua caderneta de vacinação e veja quais são os imunizantes que podem e devem ser tomados. Lembrando que estas vacinas devem ser tomadas apenas se a mulher não foi imunizada previamente, não sabe se já foi vacinada, ou caso seja necessária uma dose de reforço.

Vacinas recomendadas para grávidas
Tratam-se de compostos inativados, nos quais os micro-organismos estão mortos. Neste caso, o risco para a gestante e para o bebê é zero. Tomar as três vacinas desta lista é necessário para evitar problemas de saúde na gestante, no feto e também no recém-nascido.


Influenza
Por que é importante: esta vacina é essencial, pois tanto a gripe comum como a gripe A são mais graves durante a gestação. Em 2010, quando as gestantes ainda não estavam incluídas na campanha de vacinação contra a gripe, as grávidas representaram 24% das mortes devido ao H1N1. Já em 2011, ano em que passaram a participar da campanha, o número de óbitos de gestantes caiu para 7% do total, de acordo com o Ministério da Saúde. Além disso, ao herdar os anticorpos da mãe na gestação, o bebê já nasce mais protegido. Com a vacinação da grávida, o bebê, que só pode tomar a vacina da influenza a partir dos seis meses de vida, têm suas defesas fortalecidas para enfrentar a gripe.
Quando tomar: a Influenza pode ser tomada em qualquer fase da gestação. Consiste em uma dose única e está disponível gratuitamente para as grávidas em postos públicos de vacinação. Ela é contraindicada para pessoas com histórico de reação alérgica a ovo.

Hepatite B
Por que é importante: a hepatite B costuma não apresentar sintomas, mas as manifestações mais comuns são vômitos, dores musculares, náuseas e mal-estar, entre outros. A doença gera a inflamação do fígado e a maioria das pessoas se cura depois de duas semanas. Porém, entre 5% e 10% dos adultos ela se torna crônica e pode evoluir para cirrose ou câncer no fígado. Estima-se que 350 milhões de pessoas no mundo tem a hepatite B crônica e não sabem. Caso a mulher contraia o vírus durante a gravidez, a situação se complica, pois a transmissão para o bebê pode ocorrer durante a gestação ou, principalmente, no momento do parto. Em recém-nascidos, as chances de a hepatite B evoluir para uma hepatite crônica é de 90%, de acordo com o Ministério da Saúde, por isso os bebês recebem a primeira dose contra hepatite B logo após nascerem.
Quando tomar: a mulher pode receber esta vacina a partir do segundo trimestre de gravidez e são três doses. Esta vacina está disponível em postos públicos de vacinação para as gestantes e não é preciso reforço.



Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) ou dupla do tipo adulto (dT)
Por que é importante: a vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) proporciona imunidade contra difteria, tétano e coqueluche — enquanto a dupla tipo adulto (dT) protege apenas contra as duas primeiras doenças — e, desde novembro de 2014, ela está disponível no Sistema Único de Saúde - SUS. A incorporação da vacina dTpa ao calendário nacional da rede pública tem o objetivo de proteger os recém-nascidos contra a coqueluche, que é uma doença muito grave em bebês, em especial naqueles com até 3 meses de vida. Ela é causada pela bactéria Bordetella pertussis, que causa um quadro inflamatório nas vias respiratórias e, em situações extremas, pode ocasionar a morte por insuficiência respiratória.
A coqueluche era uma doença que vinha sendo reduzida a cada década, mas voltou a aparecer nos últimos anos. Para se ter uma ideia, entre 2011 e 2013, o Ministério da Saúde registrou 4.921 casos em bebês menores de três meses, ou seja, 35% de todos os casos do país neste período, que foram 14.128. Essa faixa etária é ainda mais afetada em relação aos óbitos. No período, foram 204 óbitos — o que representa 81% do total nacional, que foi de 252 mortes. Por isso é importante que a gestante seja imunizada, para que possa transmitir suas células de defesa para o filho por meio da placenta e, após o parto, pela amamentação, para que o bebê fique protegido até que ele receba sua própria imunização — nas crianças, ela é feita com três doses da vacina Pentavalente (DTP, hepatite B e HiB), aplicada aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida. Aos 15 meses e aos quatro anos de idade, o pequeno recebe o reforço com a vacina DTP.
Já o tétano também pode ser muito grave tanto nas mães quanto nos bebês que acabaram de nascer, configurando um quadro de tétano neonatal. A bactéria por trás do problema produz uma toxina que paralisa os músculos, inclusive os da respiração, levando a uma parada respiratória e, consequentemente, à morte.
Finalmente, a difteria é uma doença bacteriana que, em casos extremos, pode provocar um edema importante no pescoço, levando à asfixia, o que é especialmente perigoso em recém-nascidos. Como o pequeno só poderá ser vacinado contra estas doenças aos 2 meses de vida, é importante que a mãe o proteja, ao se imunizar.
Quando tomar: se a mulher não tomou nenhuma dose dessa vacina antes de engravidar, é necessário tomar duas doses da dupla adulto (dT), com intervalo de no mínimo 30 dias e complementar com a dTpa. Caso a mulher tenha tomado uma dose da dT antes da gestação, ela deverá reforçar o esquema com mais uma dose da dT e outra da dTpa. Já para as mulheres que se preveniram com duas ou mais doses da dT, a dTpa pode ser administrada com apenas uma dose. Mulheres grávidas devem tomar uma dose da dTpa em cada gestação, independente de terem tomado anteriormente. O Ministério da Saúde recomenda, ainda, que a aplicação da dose de dTpa ocorra entre as 27ª e a 36ª semanas de gestação — período que proporciona maior proteção para a criança, com efetividade estimada em 91%. Entretanto, a dose também pode ser administrada até, no máximo, 20 dias antes da data provável do parto.



Vacinas liberadas casos específicos
Os riscos de contrair algumas doenças não são tão altos para a maioria das gestantes, por isso elas não são indicadas a todas elas. Saiba se você precisa se imunizar!

Hepatite A
Por que é importante: esta vacina não é prioritária para a gestante, mas pode ser considerada em mulheres suscetíveis. Em adultos, a hepatite A gera uma inflamação no fígado e pode apresentar sintomas como dores musculares, náuseas, vômito, cansaço e mal-estar. Porém, em alguns casos, ela pode ficar mais grave. Recomendação: a vacina é indicada para grávidas em condições específicas. É o caso de uma mulher que vai viajar para um local em que a estrutura sanitária não é boa, por exemplo. Como a hepatite é transmitida por meio de alimentos ou água contaminados, a recomendação é que gestantes que trabalham em creches, na área do saneamento básico ou com alimentos, como cozinheiras ou nutricionistas, também se protejam.
Quando tomar: esta vacina é inativada e pode ser tomada a partir do segundo trimestre de gestação e é aplicada em duas doses. Não é preciso um reforço e a vacina não está disponível em postos públicos, somente em clínicas privadas de imunização.

Meningocócica conjugada
Por que é importante: a meningite pode ser causada por vírus ou bactéria, esta última é mais grave e se divide em pneumocócica e meningocócica. As vacinas contra a segunda são recomendadas para adultos saudáveis. Como a meningocócica se ramifica em A, B, C, W e Y existem dois tipos de vacinas, uma apenas para o C, que representa 80% dos casos de meningocócicas, e outra que abrange A, C, W e Y. Ainda não há imunização para o tipo B. A doença pode levar à paralisia, perda da visão, audição e funções cerebrais.
Recomendação: esta vacina é indicada para as gestantes somente em casos de surtos de meningite. A grávida que nunca tomou a vacina ou foi imunizada há mais de cinco anos deve receber a aplicação, que consiste em apenas uma dose e está disponível em clínicas privadas de imunização.
Quando tomar: durante a gestação, quando for detectado o surto do problema.




A imunização é de extrema importância tanto para a saúde da mãe, quanto para o bebê. Então, não deixe de verificar a sua caderneta de vacinação para colocar em dia as vacinas que estão faltando. 
Existem ainda algumas vacinas que devem ser tomadas no pós parto e outras que não devem ser tomadas por gestantes... mas sobre isso, falarei no próximo post ok?!?!


Beijos e Boa segunda feira , Mariana